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Para Valéria

Professora jornalista Valéria Regina recebe prêmio de literatura do índio Jaider Esbell, no Centro Universitário Estácio do Ceará, com assistência de estudantes de Jornalismo e Desing

Fala Valéria

Valéria Regina Dallegrave  em  Fortaleza Ceara Brasil . 14 h  ·  Oostzaan, Países Baixos  ·  Hoje foi um dia muito gratificante, de rever a querida  Mônica Serra Silveira  e conhecer pessoalmente  Jaider Esbell   Emoticon smile  Aqui um registro da gravação para o Papo Literário. Amanhã vamos conversar com alunos da Estacio FIC na Via Corpvs, e sei que vou reencontrar mais gente querida. Grata, ou melhor, gracias a la vida!

Fala Valéria

Recebi o seguinte recado de Valéria Regina, professora licenciada do curso de Jornalismo do Centro Universitário Estácio do Ceará: " Fui premiada em um concurso literário de Roraima, que tratou da temática indígena, promovido por indígenas. Sou gaúcha naturalizada cearense, moro aqui há mais de dez anos, antes em Fortaleza (onde atuei como jornalista, professora de Jornalismo da Estácio de Sá e crítica de cinema), agora em Jericoacoara. O prêmio do concurso é uma obra do artista plástico (e escritor) indígena que dá nome ao concurso: Jaider Esbell, e ele próprio virá a Fortaleza em março, estará aqui entre 22 e 30 de março, e se propôs a falar sobre sua carreira e sobre a questão indígena. Estamos procurando um lugar que tenha interesse em sediar este nosso encontro, com a leitura do meu texto, a entrega do prêmio e uma conversa pública... o texto pode ser encontrado em   https://www.facebook.com/ valeriareginadallegrave/posts/ 923108401071392:0 Sobre Jaider: Jaider ...

Fala Valéria

Valéria Regina Dallegrave 1 h  ·  Sei que vou chocar alguns, mas... políticos (tão mal falados, como se fossem todos corruptos e só eles corruptos) são apenas humanos, terroristas e traficantes são gente, sionistas que consideram os palestinos não-humanos são gente... Vendo algumas postagens, fico pensando: é tão difícil para o ser humano entender a complexidade do ser humano... e da ideia que é a base de todas as sociedades que pretendem evoluir: resgatar, regenerar, recuperar e não simplesmente punir (olho por olho, dente por dente), com a lei de talião. Por pior que faça, o ser humano não é monstro nunca, É GENTE! IsTo é o que dói na carne de todos nós. Se não são monstros, precisam ser "resgatados". Viva-se com isso. Ou compre uma metralhadora e saia matando metade do mundo...

Mudanças

"Faz algum tempo que os textos surgem dentro de mim como lindas bolhas de sabão que estouram no segundo seguinte, com a sensação de que não vale a pena o esforço de colocá-los no papel. Isto me é estranho. Percorri um caminho longo até aqui, com muitas surpresas que têm me transformado de forma que ainda não compreendo. Meu relacionamento com as palavras não anda lá estas coisas. Perdi a fé. Talvez nelas, talvez em mim, talvez no outro que poderia compreendê-las. Há muitas incertezas. Uma amiga me percebeu repleta de interrogações – que deverão se tornar pontos de exclamação, segundo ela -. Eu só sei que estou prestes a dar uma guinada radical na minha vida, embora o dia tenha começado aparentemente como outro qualquer. Depois de limpar e preparar as caixas de transportes dos gatos, saí com o carro até o mercado. Chegando lá, senti a necessidade urgente de encontrar uma vaga na sombra. A ideia de entrar, logo mais, em um carro transformado em forno pelo calor do sol me pareceu...

A Senhora do Tempo

"O relógio de parede recusa-se a funcionar. Foi minha culpa. Faltou-lhe parede, amassou-se em embrulhos apressados do dia antes de ontem e, mesmo depois de chegar à nova casa, nem parede de verdade lhe dei. Ele perdeu primeiro o movimento dos segundos, depois os minutos e as horas, talvez também por causa da umidade destes dias chuvosos, ou por não aceitar a escada de madeira. Dele só me resta a estampa, que move outros mecanismos invisíveis... Dois dias depois de chegar, perdida entre caixas de papelão e jornais amassados, no meio do cenário da passagem de um furacão, eu tentava entender, afinal, o porquê da necessidade irreversível de morar nesta vila com ruas de terra – a mãe terra, de onde viemos e para onde vamos voltar -. Antes de hoje nada poderia, de forma alguma, fazer sentido, a transformação radical em pleno curso me dizia que todas as certezas precisariam ser remodeladas após a conclusão da mudança. E, no day after, não tenho uma certeza a qual me agarrar. ...