Sem mudança, não há esperança. Nessa semana o Brasil foi "surpreendido" pela admissibilidade do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A surpresa está entre aspas, pois apesar de esperado, é inegável que requisitar o impedimento do dirigente máximo da República sempre chama atenção e gera indignação. Alguém eleito pelo voto democrático ser destituído não é o que normalmente se espera; ao contrário: quem torce pelo país quer ver trabalho, seriedade, ética e respeito à coisa pública, e é justamente isso que têm faltado ao Executivo Federal. Ver o Presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB), como o responsável por aceitar o pedido de impeachment, dando início oficialmente ao rito para o possível afastamento da Presidente soa irônico a princípio. Ele não é a figura de reputação ilibada que poderia mudar o país e exigir uma transformação. Mas quem seria esse personagem hoje? Somos nós. Apesar da agitação causada, as condições políticas para o imp...