CARTA ABERTA DO MAESTRO JOHN NESCHLING "Eu já havia dado um depoimento exaustivo de mais de cinco horas para a CPI que investiga o Theatro Municipal. Estava ainda perplexo com a forma prepotente, autoritária e arrogante com que esses senhores reagiram ao fato de me recusar a participar da acareação com dois corruptos confessos, (sempre tratados por eles como heróis éticos) tentando cassar meu passaporte e suspender minha remuneração, abusos que foram prontamente corrigidos pela Justiça. E então, houve aquela atitude indizível dos nobres vereadores de obrigar minha esposa, a escritora Patrícia Melo, a depor na sessão de quarta-feira passada no escopo de uma investigação que tem evidentes objetivos político-partidários. Confesso que, naquele instante, cheguei a admitir ser o momento de deixar o Theatro. Afinal, há limites para tudo. Mesmo numa guerra, há limites. Assim, resolvi marcar uma conversa com o Sr. Prefeito na sexta-feira. No nosso encontro, ele me reafir...