Enquanto uma multidão se reunia na Praia de Iracema, no último sábado (20), para celebrar a diversidade e prestigiar o Bloco das Travestidas, comandado pelo ator e pesquisador cearense Silvero Pereira, alguma pessoa no Brasil morria por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Trata-se de uma contradição, que cria dois países: um que abre cada vez mais espaço para as demandas por representatividade e pela equidade de direitos, e outro que é campeão no mundo em crimes de ódio, contra travestis e transexuais. Para ajudar a entender este cenário e acreditando na cultura como ferramenta de combate ao preconceito, o coletivo artístico “As Travestidas” (foto Lorena Armond), composto por atores, cantores e bailarinos, retorna aos palcos cearenses, amanhã (25), para discutir os principais desafios do universo “trans”, como o preconceito vivido ainda na infância e juventude, a baixa inclusão de transexuais no mercado de trabalho e a baixa expectativa média de vida das tra...