Confira o artigo de Erilene Firmino hoje no Diário do Nordeste. erilene@diariodonordeste.com.br 13.06.2014 Sobre a arte de chutar o balde Sou uma dessas pessoas mais comuns do mundo. Totalmente marrom: pele, olhos, cabelos. Nos ambientes fora de minha rotina, passo facilmente despercebida. Se faço barulho onde costumeiramente transito, em espaços outros, existo silenciosamente. Adoro esta possibilidade de ser anônima, sem me preocupar com a visão certeira das pessoas sobre mim: elas me enquadram! E eu, bom, eu não caibo em rótulos ou definições fáceis. Sou barulhenta, mas tranquila; agressiva, mas dócil; um tanto insana, porém exaustivamente sensata. Dual demais para uma pessoa sem diagnóstico de bipolaridade. A dificuldade de compreensão imediata do que sou piorou recente, após ter percebido em mim características especiais. Não sou louca, não sou heroína de revistas em quadrinhos, não nasci em outro planeta ou passei por algum experimento capaz de potenc...