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terça-feira, junho 21
Revista do BNB
Pinheiro
Na tarde desta terça-feira (21), diretores da multinacional IREKS, fornecedora de insumos de panificação e confeitaria de primeira qualidade em mais de 90 países, visitaram o Centro de Distribuição do Pinheiro Supermercado, parceiro da empresa no Ceará.
A visita teve como objetivo uma ampliação no que já é fornecido atualmente pela alemã. A rede de supermercados cearense conta hoje com uma fabricação própria de pães, tortas e cakes, disponibilizando uma variedade de mais de 150 produtos em suas 11 unidades em todo o Estado.
Amanhã no IFCE
- O campus de Fortaleza do Instituto Federal do Ceará realizará chamada complementar para preenchimento de vagas do processo seletivo 2016.1 dos cursos técnicos concomitantes em Edificações, Eletrotécnica, Instrumento Musical, Manutenção Automotiva e Mecânica Industrial.
- A chamada ocorre amanhã, às 9 horas, no campus de Fortaleza (Avenida Treze de Maio, 2081, Benfica).
- O preenchimento das vagas será feito, conforme ordem decrescente de pontos obtidos, de forma oral e pelo menos duas vezes. O candidato que não estiver presente na hora em que seu nome for citado perderá a vaga.
- O candidato chamado deverá comparecer munido da documentação exigida para pré-matrícula, que será realizada no mesmo dia. O candidato menor de 18 anos deve estar acompanhado de seu responsável legal.
- Para efetuar a pré-matrícula nos cursos concomitantes, o candidato deve trazer a ficha de pré-matrícula (disponível aqui) preenchida e com uma foto 3 x 4, recente e de frente, além de portar outros documentos, que podem ser conferidos no edital complementar.
Sem redução
Implantada em dezembro de 2015, a tarifa de contingência aplicada pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) entra para o sexto mês sem a conseguir atingir o resultado esperado na redução de 10% no consumo de água em Fortaleza e Região Metropolitana. No mês de maio, o consumo dos municípios com aplicação do mecanismo registrou redução de 4,5%, o que representa uma economia de 547.000 m³, quando comparado com média calculada entre os meses de outubro de 2014 e setembro de 2015.
Em maio, 249 mil clientes tiveram a tarifa de contingência aplicada em suas contas por terem excedido a meta estabelecida para o consumo de água. Ao todo, foram arrecadados R$ 5,8 milhões com o mecanismo em maio. O recurso arrecadado pela Tarifa de Contingência é investido no enfrentamento à seca e a redução de perdas, conforme determinação das agências reguladoras.
Considerando o consumo acumulado, desde que a tarifa foi implantada, os consumidores de Fortaleza e RMF conseguiram reduzir cerca de 1,7 milhão de m3, valor equivalente ao esperado para os primeiros 40 dias de implantação da tarifa.
Nos municípios do interior do Estado, atendidos pela Cagece, aumentaram o consumo em aproximadamente 1,04 milhão de m³. Não é cobrada Tarifa de Contingência nesses municípios, apesar do alerta para o consumo responsável.
Para atingir a meta estabelecida pelo mecanismo de contingência, Fortaleza e RMF precisariam reduzir o volume consumido mensal em cerca de 1,2 milhão m³ do volume médio de água consumido. No total, a média de consumo em Fortaleza e RMF é de 12 milhões de m³.
A meta da contingência é calculada a partir da média de consumo registrado entre os meses de outubro de 2014 a setembro de 2015. A partir desta média, é necessário reduzir em 10% o consumo de água (meta). A Cagece possui aproximadamente 1 milhão de clientes em Fortaleza e Região Metropolitana.
Saiba mais
A tarifa de contingência é aplicada aos clientes da Cagece que não reduzirem o consumo de água, conforme meta definida para cada cliente e informada nas contas de novembro. O mecanismo, autorizado em novembro do ano passado pelas agências reguladoras no Estado, tem por objetivo estimular a redução do consumo de água durante período de escassez hídrica. A tarifa entrou em vigor na capital a partir do dia 19 de dezembro de 2015, e na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), no dia 20 de dezembro.
De acordo com as resoluções das agências reguladoras, ficam isentos da cobrança da tarifa clientes que consomem dentro da demanda mínima da categoria de seu imóvel, bem como hospitais, prontos-socorros, casas de saúde, delegacias, presídios, casas de detenção e as unidades de internato e semi-internato de adolescentes em conflito com a lei.
Serviço
Para saber mais sobre como funciona a tarifa de contingência, a Cagece disponibilizou na internet um guia explicativo sobre o mecanismo.O material pode ser acessado através do portal da Cagece (www.cagece.com.br). Para baixar o conteúdo, acesse o portal da Cagece e escolha a opção “Revisão e Tarifa de Contingência”, no menu à esquerda da tela, em seguida, clique em “Fique por dentro”.
Além disso, para facilitar, a Companhia também lançou na internet um simulador que permite conhecer a meta estabelecida pela contingência e calcular a conta. Para simular, é necessário ter em mãos o número de inscrição e o CPF ou CNPJ do cliente. O simulador está disponível no portal da Cagece (www.cagece.com.br), na aba de “Atendimento Virtual”, na opção “Tarifa de contingência”. Quem preferir, também pode acessar o simulador pelo celular, por meio do aplicativo Cagece Mobile.
Outras informações também podem ser obtidas pela Central de Atendimento, através do telefone 0800.275.0195, ou nas e lojas de atendimento da Cagece.
No RioMar Fortaleza
Quermesse da Capital e Miss Ceará 2016 serão no RioMar
Programação Semanal RioMar – 20 a 26 de junho
Eventos Temporários
Para finalizar o mês com muito São João, a Quermesse da Capitalacontece neste final de semana, nos dias 24, 25 e 26 de junho, e vai reunir gastronomia, música e dança no estacionamento aberto do RioMar, em frente à Lagoa do Papicu. Além dos tradicionais food trucks, o evento terá uma estrutura cenográfica de cidade junina e contará com muitas barraquinhas de comida típica, arena de jogos de quermesse, apresentações de quadrilhas, espaço infantil, área pet friendly, bicicletário, bingo de um porquinho para o público e uma capelinha para os casais reforçarem as promessas ao santo casamenteiro. No palco principal, as apresentações ficam por conta do paraense Aldo Sena, conhecido como o Rei das Guitarradas, e do inusitado Babau do Pandeiro, dois ícones da música regional. A Quermesse ocorre das 16h às 22h. Acesso gratuito à área do evento. Estacionamento pago.
Nesta quinta-feira, dia 23 de junho, o Teatro RioMar Fortaleza recebe o concurso Miss Ceará 2016, às 20h. As mulheres mais bonitas dos municípios do estado irão disputar a faixa de Miss Ceará para depois concorrer ao Miss Brasil, em outubro deste ano. Ao todo 15 belas mulheres participarão dessa fase. A partir desta terça-feira, 21 de junho, os ingressos podem ser comprados na bilheteria do Teatro, no Piso L3, próximo a Praça de Alimentação, nos valores de R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia). Na quarta-feira, dia 22 de junho, a misses estarão no shopping interagindo com o público e desfilarão no mall. Mais informações: facebook.com/misscearauniverso.
Com oficinas, shows para a criançada e lançamentos de livros infantis, o RioMar recebe a partir deste sábado, dia 25 de junho, a 16ª Exposição de Artes da Casa da Tia Léa. A exposição ficará no shopping até o dia 03 de julho e contará com uma programação especial e com a exposição das obras de arte dos pequenos artistas da Casa da Tia Léa. O evento acontecerá no Piso L2, próximo à Zara Home, de 10h às 22h. Aberto ao público.
Eventos Fixos
Mais de 15 mil pessoas já visitaram a exposição “O Fantástico Corpo Humano”, considerada o maior laboratório de anatomia itinerante do mundo. Localizada no Piso L1, em frente à Praça de Eventos 01, o espaço conta com 900 metros quadrados, onde os visitantes têm a oportunidade de conhecer e explorar mais de 150 órgãos reais, fazendo uma enriquecedora viagem a anatomia humana, divididas pelos sistemas do corpo humano: esquelético, muscular, nervoso, respiratório, digestivo, cardiovascular, circulatório e reprodutivo, além de um ambiente reservado para exibir a vida fetal e a medicina moderna. Na mostra internacional, os corpos são reais e foram doados à ciência para fins didáticos. O horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 14h às 21h; e domingos, das 12h às 19h. Ingressos: De segunda a sexta: R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira). Sábado, domingo e feriado: R$ 25 (meia) e R$ 50 (inteira). *Meia-entrada válida para estudantes, professores, doadores de sangue e maiores de 60 anos. Há preços promocionais para grupos. Mais Informações: (85) 4141-2030.
Preços Promocionais Cinépolis RioMar (Segunda, terça e quarta)
A Cinepólis RioMar está com preços promocionais. Na Segunda Imbatível, todos pagam meia nas salas tradicionais 2D (R$ 5,50) e nas salas 3D (R$ 6,50). Já nas terças e quartas, a promoção é na sala MacroXE, onde todo mundo paga meia (R$14,50).
Beatriz Santos
Comunicação RioMar
Fone: (85)3066-2073 / (85) 99123-0545
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Amanhã e quinta
Considerada uma das principais vozes da atualidade, e uma das personalidades mais marcantes da história da música, Amy Winehouse teve uma curta e intensa carreira, deixando saudades em muitos fãs e admiradores desde seu falecimento em 2011. Em homenagem à cantora, a Cia. Michelle Borges preparou o musical “Amy”, que será apresentado nos dias 22 e 23 de junho, às 20 horas, no Teatro Via Sul. Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro e no Studio de Dança Michelle Borges.
Dirigido pela coreógrafa Michelle Borges, a inspiração para montar o espetáculo veio da trajetória da cantora inglesa, que teve sua genialidade para a música adorada em meio a uma conturbada vida pessoal. A ideia da diretora do grupo vem como forma de tributo à artistas que vivem sua emoções intensamente. No palco,18 bailarinos da companhia interpretam parte da biografia de Amy, divididos entre personagens tanto da protagonista como de Blake Fielder-Civil, ex-marido da cantora. As bailarinas Hanna Greilich, Eva Pacheco, Mariana Holanda, Camila Mourão Delfina Pontes dividem-se nas diferentes fases da diva. Já os bailarinos Júnior Cândido, Veríssimo Freitas, Pedro Ferreira e Bruno Peixoto dão vida à Blake.
A preparação para o musical incluiu também aulas de canto com o professor Thiado Ngga, e interpretação, trabalhada pela própria Michelle Borges, como forma de estimular e conhecer outra capacidades artísticas do corpo de baile. Esta é a segunda vez que o espetáculo “Amy” será apresentado ao público, agora como uma releitura do que já foi mostrado, evidenciando realmenta as outras vertentes do corpo de baile. Desta vez, os bailarinos dançam, interpretam e cantam, inspirados na menina mulher que Amy foi. Esse musical é o sexto espetáculo da Cia. Michelle Borges.
Para Michelle Borges, a arte e a dança servem como uma forma de intensificar e extravasar sentimentos. "Amy iveu seus sentimentos de maneira plena e verdadeira, sem se preocupar com nada e nem ninguém. Foi uma gigante da música contemporânea que cantava lidamente, que tinha estilo, presença e muita originalidade. Era intensa e perturbadora. Uma diva, em toda a sua significação. Mas, antes de tudo, era somente uma menina com planos, família, fantasmas, vícios e amores”, reflete.
CIA Michelle Borges
Em 2009, a CIA de dança Michelle Borges nasce dentro do Studio de Dança Michelle Borges, formada por bailarinos profissionais e professores, dirigida pela própria Michelle. A CIA foi criada tendo como mola propulsora a inquietude e liberdade que a diretora queria dar a seu trabalho, dando início a montagens de natureza própria que ultrapassavam as salas de aula da escola.
Em 2009, a CIA de dança Michelle Borges nasce dentro do Studio de Dança Michelle Borges, formada por bailarinos profissionais e professores, dirigida pela própria Michelle. A CIA foi criada tendo como mola propulsora a inquietude e liberdade que a diretora queria dar a seu trabalho, dando início a montagens de natureza própria que ultrapassavam as salas de aula da escola.
Nesse espaço de tempo, a CIA se apresentou para um enorme público, em seis espetáculos no Ceará, tornando-se um das poucas companhias profissionais de dança do estado. Em 2016, surge um marco na história da CIA de dança Michelle Borges, pois marca a estreia de seu primeiro espetáculo independente: Amy.
2009 - Nas Alturas
2011 - Yo Picasso
2012 - Beat It
2013 - Negative
2014 - RG Brasil
2015 - Amy
2016 - “Amy” - o musical
2009 - Nas Alturas
2011 - Yo Picasso
2012 - Beat It
2013 - Negative
2014 - RG Brasil
2015 - Amy
2016 - “Amy” - o musical
Sobre o Studio de Dança Michelle Borges
O Studio de Dança Michelle Borges é um lugar pronto para receber qualquer um que acredite que a arte traz felicidade. Onde interessados em arte, cultura e movimento podem realizar cursos de dança, sejam eles crianças, adultos, iniciantes ou profissionais.
O studio é um centro com diversas técnicas de movimento, que se preocupa em integrar a dança a outros tipos de arte como o teatro e canto, criando dessa forma um local que visa desenvolver o corpo e a mente de maneira criativa e pessoal. Lá os alunos podem realizar aulas de jazz, sapateado, ballet clássico, hip hop, jazz funk e preparação física, desde a infância até a idade adulta.
O Studio MB fica na Rua Bento Albuquerque, 1819 – Cocó, Fortaleza, Ceará.
● SERVIÇO AMY - O MUSICAL
Data: 22 e 23 de junho
Horário: 20 horas
Local: Teatro Via Sul (Av. Washington Soares, 433 - Lagoa Sapiranga)
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) - adquiridos na bilheteria do teatro, no Studio de Dança Michelle Borges .
Censura: 12 anos
Na Unifor
- Compreender o acesso à arte como forma de sedimentar valores culturais da sociedade. Essa é uma das características do chanceler Airton Queiroz que construiu, ao longo de quatro décadas, um panorama extraordinário que vai do Brasil holandês aos dias atuais. A coleção, uma das mais importantes e completas do país, reúne cinco séculos de história. Parte desse enorme legado está aberto à visitação, na exposição Coleção Airton Queiroz, em cartaz até 18 de dezembro de 2016, no Espaço Cultural Airton Queiroz, localizado no campus da Universidade de Fortaleza – Unifor.
- A exposição tem curadoria de Fábio Magalhães, José Roberto Teixeira e Max Perlingeiro, sob o olhar atento do chanceler, e reúne 251 obras dos principais nomes das artes plásticas brasileiras, além de artistas internacionais do porte de Monet, Renoir, Miró e Dalí.
- Em uma oportunidade única, o público cearense e brasileiro poderá apreciar telas, instalações e esculturas pertencentes a uma das maiores coleções da América Latina e que, em sua maioria, nunca foram expostas no Ceará. A exposição divide as obras entre períodos históricos e movimentos artísticos, totalizando cinco eixos: Do Brasil Holandês à República, Modernismo, Abstração, Contemporâneos e Presença Estrangeira.
- Para Fábio Magalhães, “a Coleção Airton Queiroz é notável por reunir um elenco tão abrangente no tempo, como pela qualidade das obras colecionadas. O acervo vai além da arte brasileira ao incluir obras de arte europeia, de mestres como Renoir e Max Ernst, entre outros. Certamente, é resultado de uma vida inteira dedicada a reunir obras de qualidade, criadas por artistas que se destacaram no seu tempo”.
- “Difícil encontrar, na história de nosso colecionismo de arte, qualquer outro colecionador que, mais que Airton Queiroz, tenha sido capaz de amorosamente construir, ao longo de quatro décadas, um acervo de obras significativas cobrindo cinco séculos de arte brasileira, de Albert Eckhout a Lygia Clark e de Tunga ao Aleijadinho, ou seja, do longínquo Seiscentos aos dias de hoje”, destaca José Roberto Teixeira Leite.
- De acordo com Max Perlingeiro, “a exposição é de grande importância, em primeiro lugar, porque o colecionador é cearense. E poderia ser feita em qualquer parte do mundo porque tem uma representatividade da arte brasileira muito grande. E não é uma coleção curada. Não houve um personagem que orientasse o colecionador a adquirir as suas obras. Foi o olhar estético dele. O que é mais emocionante é que ele está sendo generoso ao compartilhar com um público anônimo a sua coleção. Você sabe quando essas obras vão ser vistas novamente? Nunca. Essa oportunidade é única. Uma exposição como essa geralmente é formada, por exemplo, por um museu que quer fazer um panorama da arte brasileira. Ele vai buscar as obras em diversas coleções pelo país, em vários museus, coleções particulares em diversos estados. Aqui, são todas de uma única casa. É extraordinário”, comenta.
- “A exposição Coleção Airton Queiroz apresenta ao público, pela primeira vez, um panorama significativo da coleção de artes visuais do chanceler Airton Queiroz. Trata-se de um acervo excepcional não só pela qualidade indiscutível das obras, mas também pela ampla abrangência histórica da arte brasileira, que vai do século 17 à atualidade, bem como pela presença de obras de grandes artistas estrangeiros. Essa mostra, em cartaz no Espaço Cultural Airton Queiroz, também traduz o espírito de generosidade do chanceler ao abrir à visitação pública obras que pertencem a sua coleção privada, com base na ideia de que a arte e a cultura são instrumentos efetivos de educação, fundamentais à formação completa dos mais distintos públicos”, afirma o vice-reitor de Extensão e Comunidade Universitária da Unifor, prof. Randal Pompeu.
- DO BRASIL HOLANDÊS À REPÚBLICA
- Primeiro país do Novo Mundo a ser retratado pelos artistas dos colonizadores, o Brasil está representado, em seus primórdios e transformações, em trabalhos como o desenho de Albert Eckhout (1610-1655) sobre um menino tapuia, a obra mais antiga da coleção. Eckhout foi um dos pintores a serviço do Conde Maurício de Nassau quando governador do Brasil Holandês, entre 1637 e 1644.
- Três óleos de Frans Post (1612-1680), que dividia com Albert Eckhout a tarefa de retratar o Brasil, compõem a presença do século 17 na coleção – paisagens das Índias Ocidentais (como eram chamadas à época), como Paisagem da Várzea, datada de 1657. Representa o século 18 uma imagem de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814), considerado por muitos como o maior artista nascido nas Américas.
- O século 19 é um dos destaques desse primeiro eixo da exposição. A começar por Nicolas-Antoine Taunay (1755-1830) e Jean-Baptiste Debret (1768-1848), destacados membros da Missão Artística Francesa chegada ao Rio de Janeiro em 1816. Segue por um conjunto de pintores de paisagem, gênero e história, entre eles Henri Vinet, Georg Grimm, Antônio Parreiras, Castagneto, Benedito Calixto, Nicolao Facchinetti, Eliseu Visconti, entre outros. Um grupo de três obras do pintor e gravador cearense Raimundo Cela (1890-1954) fecha este capítulo da Coleção Airton Queiroz.
- MODERNISMO
- Um dos principais eixos da mostra tem como ponto de partida a obra de Anita Malfatti, na antessala do modernismo. A tela, Mulher de Cabelo Verde “é, sem dúvida, uma das peças mais importantes do acervo. Trata-se de uma obra icônica, de grande significado para a história da arte brasileira e, em particular, para todo o movimento modernista”, aponta Fábio Magalhães.
- A tela participou da Exposição de Pintura Moderna – Anita Malfatti, em São Paulo, no ano de 1917. Na época, a artista tinha 28 anos. A mostra causou enorme impacto, provocou escândalo e revolucionou o ambiente artístico e cultural paulista. “Podemos afirmar que a exposição de 1917 foi a faísca que fez eclodir a Semana de Arte Moderna de 1922, pois muitos jovens intelectuais e artistas, atraídos pela obra inovadora de Anita Malfatti, abriram o debate sobre arte moderna no país ao polemizar contra Monteiro Lobato, autor de um artigo conservador publicado no jornal o Estado de S. Paulo no qual, sob uma argumentação violenta, demolia o expressionismo da artista. A polêmica contra Lobato ajudou a revelar e agrupar os futuros modernistas, entre eles Di Cavalcanti, Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia”, prossegue Fábio Magalhães.
- Também na exposição, obras que deram início, ainda na década de 80, à coleção de arte moderna de Airton Queiroz: uma tela de Di Cavalcanti e duas aquarelas de Ismael Nery. A estas somaram-se, ao longo dos anos, conjuntos expressivos de obras de Lasar Segall, Antônio Gomide, Cícero Dias e Vicente do Rego Monteiro.
- Da década de 1920, a década da Semana de Arte Moderna, a mostra apresenta seis pinturas de Di Cavalcanti dos anos 1930 a 1960. Três pinturas de Ismael Nery: Perfil Feminino, Adalgisa, Retrato de Adalgisa Nery (1905-80), mulher do pintor, e o guache Figura, de 1929, representando um arlequim de forte expressão gráfica que se aproxima à linguagem do cartaz.
- Vicente do Rego Monteiro (1899-1970) e Cícero Dias (1907-2003), pernambucanos que fizeram carreira em Paris, trazem seus universos particulares, intrinsecamente ligados à temática modernista: a questão indígena, no caso de Rego Monteiro, e a temática popular e a sociedade canavieira, na obra de Dias.
- No segundo momento do Modernismo, Candido Portinari (1902-1963) se posiciona como o artista de maior relevo. Com uma narrativa realista de grande força dramática, denunciadora das injustiças sociais, o artista está representado na coleção com um conjunto de 17 pinturas e 15 desenhos, compreendendo seus períodos de ascensão e de consagração.
- As esculturas também estão presentes na mostra. O chanceler Airton Queiroz reuniu um elenco de grandes escultores brasileiros que se destacaram no panorama artístico do século 20, entre os quais Victor Brecheret, (1894-1955), Maria Martins (1894-1973) Ernesto de Fiori (1884-1945) e Bruno Giorgi – escultor que colaborou com Oscar Niemeyer (1907-2012) em obras relevantes na implantação de Brasília.
- ABSTRAÇÃO
- Entre as obras da Coleção, merece destaque o Bicho, de Lygia Clark, que faz parte da série de construções geométricas articuláveis produzidas entre os anos de 1960 e 1964. É um não-objeto que exige interatividade, feito para ser manipulado. Lygia apresentou os bichos na VI Bienal de São Paulo, em 1961, e ganhou o prêmio de melhor escultura nacional.
- Na Coleção, artistas construtivos de atuação independente, que não se filiaram às tendências paulista e carioca, também estão representados. É o caso de Willys de Castro (1926-1988), representado por 3 trabalhos realizados entre os anos 1950 e 1980. Há ainda a obra cinética de Abraham Palatnik, que foi um pioneiro a desenvolver pesquisas no campo da luz e do movimento. Merece realce a colagem de Sérvulo Esmeraldo (1929) da série Excitáveis, obra mutável e de efeito óptico provocado pela presença de barbantes de algodão que atuam como um conjunto de linhas, mas que na verdade são volumes que atuam sobre um plano de cor.
- No conjunto de seis trabalhos do cearense Antonio Bandeira reunidos na Coleção destaca-se o expressivo conjunto abstrato realizado entre 1950 e 1964 pela riqueza das possibilidades de cor e de forma exploradas pela gestualidade lírica e espontânea do pintor poeta. Também presentes Manabu Mabe, Tomie Ohtake, Hermelindo Fiaminghi, Hélio Oiticica, Lygia Pape e Alfredo Volpi.
- CONTEMPORÂNEOS
- Foi do interesse pelo modernismo que surgiu, por parte do colecionador, o apreço pela arte contemporânea, também presente na exposição em obras de artistas como Adriana Varejão e Beatriz Milhazes – que tiveram suas individuais no Espaço Cultural Airton Queiroz em 2015 –, além de Leonilson, Leda Catunda e outros.
- PRESENÇA ESTRANGEIRA
- A mostra trará também a evolução da arte europeia ao longo dos séculos, desde o Renascimento até os movimentos modernistas da primeira metade do século 20. Nesse segmento, a obra mais antiga e certamente das mais importantes é uma pintura a óleo sobre madeira atribuída ao célebre mestre barroco flamengo Peter Paul Rubens (1577--1640), um dos expoentes máximos da história da pintura ocidental.
- Claude Monet (1840-1926) é o autor de La Maison dans les Roses, um óleo sobre tela de executado no verão de 1925 e representando um recanto nos jardins da residência do grande pintor em Giverny. Outra importante pintura impressionista na Coleção Airton Queiroz é um óleo de Pierre Auguste Renoir (1841-1919) representando Gabrielle, contra um fundo de paisagem, com o segundo filho do pintor, o futuro cineasta Jean Renoir.
- Na pintura de Marc Chagall (1887-1985), tudo se passa como num sonho: libertos da lei da gravidade, um casal de noivos flutua; cabeças de animais súbito irrompem em meio a perfis de cidades, noivas de buquês em punho alternam-se a menorás, mulheres podem ser vermelhas, num autorretrato ele tem sete dedos, há cavalos verdes e luas negras como carvão, relógios possuem asas, um enorme olho desponta do seio de uma montanha.
- O surrealismo está representado por trabalhos significativos de três importantes pintores, cada qual exibindo características próprias: o alemão Max Ernst (1891-1976) e os espanhóis Joan Miró (1893-1983) e Salvador Dali (1904-1989).
- América Latina – O olhar de Airton Queiroz voltou-se também para a arte da América Latina, representada pelos uruguaios Joaquín Torres García (1874-1949) e Carmelo Arden-Quin (1913-2010), além do mexicano Diego Rivera (1886-1957) e do colombiano Fernando Botero (1932).
- De Diego Rivera há um desenho e duas pinturas, sempre observando a temática social. Fernando Botero se define como o mais colombiano dos artistas colombianos, havendo inclusive quem, como Dawn Ades, nele veja o equivalente em artes plásticas de Gabriel García Marques. Nascido em Medellín, aos 16 anos ele se mudou para Bogotá, dos 20 aos 22 perambulou pela Europa e em 1960 fixou-se em Nova York, antes de em 1973 abrir ateliê em Paris e dez anos mais tarde mudar-se para a Itália.
- Serviço:
- Exposição “Coleção Airton Queiroz”
- Em cartaz no Espaço Cultural Airton Queiroz, na Universidade de Fortaleza
- Visitação gratuita até 18 de dezembro de 2016
- Horários: terça a sexta, 9h a 19h; sábados, 10h a 18h; domingos, 12h a 18h
- Informações: 3477.3319 | www.unifor.br
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