sábado, maio 24

Realidade virtual


Luiz Gonzaga Bertelli*

A educação à distância (EaD) veio para ficar. Em pouco tempo, a modalidade que teve início em 1996, já supera um milhão de matrículas em cursos de graduação no Brasil e o crescimento é exponencial a cada ano.  Caiu no gosto dos alunos que por falta de tempo ou dificuldade de acesso estavam longe dos bancos escolares. Em um país continental, onde as distâncias dificultam a mobilidade, a EaD oferece flexibilidade e custos mais acessíveis.
Pode parecer mais fácil cursar a graduação sem precisar frequentar todos os dias a sala de aula. Mas, na verdade, não é isso que os especialista apontam. Segundo eles, para alcançar bons resultados e uma formação satisfatória, os alunos de EaD precisam encontrar um método eficiente e sistemático para os estudos. A modalidade, portanto, exige autonomia, disciplina, organização, leitura e também o domínio da tecnologia.
As universidades que oferecem o novo conceito em estudo trabalham para o desenvolvimento das técnicas de aprendizagem virtual. Isso tudo para atender a demanda crescente. Entre 2011 e 2012, o ensino a distância cresceu mais do que a educação presencial: 12,2% ante 3,1%. A EaD já representa 15,8% das matrículas em cursos superiores no país. Dessas, 83,7% está na rede privada. Os cursos mais procurados são os de administração, direito, pedagogia, ciências contábeis e enfermagem.
Apesar dos dados favoráveis, ainda existe preconceito velado do mercado com os profissionais formados em cursos à distância. De acordo com os especialistas em educação, essa situação ocorre por falta de conhecimento sobre a qualidade da certificação. No entanto, estudantes de EaD, no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), vêm obtendo resultados melhores do que os alunos da rede presencial.
O CIEE também desenvolve um programa gratuito de educação à distância, visando melhorar a formação e capacitação dos jovens para o mercado de trabalho. Atualmente são 37 cursos oferecidos no portal CIEE para os jovens cadastrados. Os cursos do CIEE já ultrapassaram a marca de 2,3 milhões de matrículas.

* Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

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61 anos de Sindjorce


Trânsito de Fortaleza

Para discutir a situação do trânsito nos municípios do Ceará, o vereador Deodato Ramalho (PT Fortaleza) e o deputado estadual Camilo Santana (PT) convidam a população a participar de uma audiência pública para avaliar a proposta de municipalização do trânsito no Estado. A audiência será realizada na próxima segunda-feira (26), às 14 horas, no Auditório Murilo Aguiar (Assembleia Legislativa do Estado do Ceará). 
O Ceará é o terceiro estado com mais internações provocadas por acidentes no trânsito, perdendo apenas para São Paulo e Minas Gerais. A pesquisa, realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa da Cidadania (IBRADEC), mostra a situação preocupante do nosso Estado. 
A proposta da municipalização parte de uma concepção democrática da cidade e do trânsito, em que, além das autoridades públicas, a representação popular é co-responsável pela edificação do espaço urbano, a partir da participação e da cidadania ativa em favor da vida. 
Neste sentido, o vereador Deodato vai apresentar seu Projeto de Indicação de criação do Conselho Municipal de Trânsito e Mobilidade Humana para a cidade de Fortaleza. O projeto de autoria de Deodato foi aprovado por unanimidade na Câmara Municipal de Fortaleza, entretanto o Prefeito Roberto Cláudio vetou o projeto sem dar a devida atenção. 
O Conselho tem caráter consultivo, deliberativo, propositivo, fiscalizador e de assessoramento em relação ao trânsito, transportes, mobilidade e acessibilidade. Além disso, atua ainda como órgão de controle social da gestão das políticas de trânsito e transportes, com participação do poder público e da sociedade civil organizada, pautando suas decisões na democratização da gestão do trânsito e dos transportes no Município.

Faça e Venda

As coordenadorias de Políticas para as Mulheres e de Pessoas com Deficiência da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos (SCDH), da Prefeitura de Fortaleza, promovem de 26 de maio a 6 de junho, a 5ª Edição da Oficina Faça e Venda. A ação será realizada no Centro Municipal de Profissionalização Manoel Dias Branco, no bairro Monte Castelo. Os 50 selecionados vão participar de aulas práticas sobre custo de produção, venda e manipulação correta dos alimentos.

A Oficina Faça e Venda faz parte do projeto Cozinha Criativa, que compõe o Programa Adolescente Cidadão. O Programa trabalha com formação humana e profissional nas áreas de gastronomia, panificação e confeitaria. A principal meta desta edição é ajudar a promover autonomia econômica de mulheres em situação vulnerável e pessoas com deficiência.

Inscrições

A Coordenadoria de Políticas para as Mulheres já cadastrou as participantes na última edição, em janeiro deste ano. As pessoas com deficiência podem se inscrever de 26 a 30 de maio, por meio do telefone (85) 3452.2342. É necessário informar nome completo, endereço, escolaridade e telefone. O cadastro será feito pela Coordenadoria de Pessoas com Deficiência.



Serviço

5ª Edição da Oficina Faça e Venda
Local: Centro de Profissionalização Manoel Dias Branco – Rua João Tomé, 261 – Monte Castelo.
Data: 26 de maio a 06 de junho
Horário: 13h às 17h



Futricas Cearenses

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