quarta-feira, março 10

Grupo de Dois lança Curta 'Pra Sair de Casa'

Numa Fortaleza fantástica, uma mulher tem sérios problemas ao vestir um pulôver pra sair de casa. Livremente inspirado no conto Ninguém Seja Culpado, do contista argentino Júlio Cortázar, o curta-metragem 'Pra Sair de Casa' surge do interesse do Grupo de Dois em dar visualidade à literatura contista de Cortázar, ao estudo da Linguagem Cômica da palhaça e à necessidade de falar sobre isolamento e reclusão diante da Emergência Sanitária provocada pelo Covid-19.

As produções teatrais do Grupo de Dois, iniciadas em fevereiro, num primeiro momento no Rio de Janeiro e agora em Fortaleza, buscam investigar desde 2006, formas de transformar literatura em teatro a partir de dispositivos contemporâneos e cruzamento de linguagens. Para esse projeto, foi realizada uma parceria com o cineasta Pedro Henrique para, com a ajuda do Cinema, explorar o clima ambiguamente mórbido e cômico do conto de Cortázar, sem perder seu caráter intimista.

Júlia Sarmento é mestre em Artes pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Ceará /UFC. Formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) nos cursos de Bacharelado em Interpretação e Licenciatura Plena em Artes Cênicas, ao longo de 24 anos de carreira, trabalhou com artistas como Amir Haddad, Moacir Chaves e Fabianna de Mello e Souza, participou de cursos com Stephanie Brodt, Grupo Moitará, Odin Theater, Lume Teatro, João Fiadeiro, Andréia Jabor, Tadashi Endo, Léo Bassi. 

Acumula vasta experiência como professora em escolas e centros culturais no Rio de Janeiro. Desde 2006 forma com o ator, professor e diretor Tiago Fortes o Grupo de Dois, que pretende unir filosofia ao teatro, tendo realizado dois espetáculos e uma performance no Rio de Janeiro e em Fortaleza. Como pesquisadora acadêmica, investigou por sete anos (2002 a 2009) a formação do palhaço para ambientes hospitalares no Programa Enfermaria do Riso; e seis anos no grupo Mulheres de Artaud (2001 a 2006) onde pesquisou a linguagem do Teatro da Crueldade de Antonin Artaud.

Desde 2013 vem desenvolvendo pesquisa sobre o Rasaboxes, treinamento para atores e performers criado nos Estados Unidos e ainda pouco conhecido no Brasil. Ao se mudar para Fortaleza em 2010, integrou a Cia. Vatá como bailarina e dramaturgista sob o comando da coreógrafa Valéria Pinheiro. Atuou como professora de consciência corporal no curso de Belas Artes da Universidade de Fortaleza (Unifor) e foi coordenadora de Cultura e Arte, na área de formação, do Cuca Barra-Che Guevara entre 2011 e 2012. Ao longo de todo esse tempo vem realizando tutorias, orientações, direções artísticas, cursos e oficinas de Palhaço, máscaras e Rasaboxes em Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. 

Ninguém seja culpado, conto do escritor argentino Julio Cortázar, é inspiração para a realização de um número de palhaça. Kassandra pretende sair de casa mas faz frio e ela precisa colocar um pulôver. Por ser uma palhaça tropical, Kassandra não tem o hábito de vestir roupas de inverno e por aí começam seus problemas. Através da narrativa bem-humorada e um pouco sinistra de Cortázar, Kassandra vai se perdendo dentro do pulôver até o desespero. Seu corpo vai, aos poucos, se voltando contra ela e num final quase surreal, a palhaça é atacada por sua própria mão.

Ninguém seja culpado é uma reflexão sobre os gestos cotidianos e como eles podem ser reveladores de nossa condição no mundo. Os aspectos mais mundanos de nossas vidas têm o poder de revelar nossas maiores fragilidades e fortalezas. O ato banal de colocar um casaco leva o personagem de Cortázar aos limites da loucura e do paroxismo de seu próprio corpo. O personagem, ao querer sair de casa, acaba enredado em sua incapacidade de lidar com um problema simples. Nada mais cômico. Nada mais próximo de nossas realidades, onde um vírus invisível nos constrange e assusta, onde uma máscara incômoda virou item do vestuário e onde um gesto simples como um aperto de mão ou um abraço representam perigo para a saúde de todos.

Instituto Chico Mota oferta Cursos Online para Idosos

O Isolamento Social Rígido imposto pela Pandemia da Covid 19 causou transformação na vida de todos e em todos os sentidos. Atividades antes presenciais tornaram-se Online. Nesse chamado à reinvenção, o Instituto Chico Mota, que desenvolve trabalhos socioculturais para idosos em Fortaleza, também buscou novos caminhos para continuar suas atividades e apoiar o seu público.

Suas atividades de Cursos e Oficinas passaram a acontecer em formato Online desde outubro de 2020 com o Projeto ‘Sou Prioridade’ e a partir da próxima semana novas atividades serão lançadas com a retomada das  atividades do Projeto "Minha História, Minha Vida - Vencendo o Preconceito com Cultura e Arte".

O Projeto está com inscrições abertas para os cursos de Dança de Salão, Coral, Teatro, Sanfona, Gaita (Realejo), Grupo Folclórico e Renda de Bilro. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelos números: (85) 9.9928-4152 ou (85) 9.9791-3113 ou no e-mail: oficinas@institutochicomota.org.br. As Oficinas começam na segunda-feira (15 de março) e serão ministradas através da Plataforma Zoom e outras gravadas no Canal do Instituto Chico Mota no YouTube.

O retorno das atividades do Instituto Chico Mota representa um grande alento e estímulo aos idosos, pois este foi um dos grupos que mais sofreu com o Isolamento Social da Covid-19, devido aos distanciamentos de parentes, amigos e a paralisação de atividades das quais participavam. Muitos foram os relatos por parte dos idosos, do aumento de problemas neurológicos e emocionais, como depressão neste período.

O Projeto "Minha História, Minha Vida - Vencendo o Preconceito com Cultura e Arte" é aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com o  patrocínio da Auto Peças Padre Cícero e Perseu PVC.  

Sobre o Instituto Chico Mota - O Instituto Chico Mota, em atividade desde 2013, trabalha com inclusão cultural para a terceira idade, oferecendo diversas atividades  gratuitas para o constante desenvolvimento pessoal do público idoso. São oficinas de Danças Circulares, Meditação, Canto Coral, Gaita, Teatro, Contação de História, Sanfona, Informática, Grupo Folclórico, Meditação e Teclado. 

Forcaos 2021 promove Rodas de Conversas

O XXII ForCaos, um dos mais importantes festivais da cena rock nacional está chegando, mas antes, reúne atletas e grandes nomes do BMX para duas rodas de conversas onde serão falados sobre BMX em tempos de Pandemia e sobre a História do BMX em Fortaleza no anos 1980 e 1990. As conversas acontecem nesta quinta (11) e sexta (12 de março), às oito da noite, no Canal ForCaos TV no Youtube. O acesso é gratuito.

O ForCaos, além das atividades culturais e musicais, estimula os seus participantes a prática de atividades esportivas e de mobilidade, sobretudo, com a bicicleta. Pelo menos três bicicletadas foram realizadas pelo Evento. 

Outra atividade foram os cinco desafios de BMX no Centro de Treinamento de BMX do Pici e no Centro de Treinamento do Nordeste (CFO). Em virtude da Pandemia da Covid-19, as duas ações ficaram impossibilitadas de acontecer. Para 2020 foram pensadas duas Rodas de Conversa sobre o BMX em tempos de Pandemia da Covid 19. Em um ano de mais uma Olimpíada, em julho no Japão, em que o BMX terá duas modalidades: Racing e Park.

A primeira Roda de Conversa  traz um bate-papo com os treinadores e atletas sobre as estratégias que vêm sendo implementadas na preparação de atletas da modalidade “BMX Racing”. Entre os convidados estão o professor doutor Guilherme Pussieldi, ex-treinador das seleções brasileiras de Natação e de BMX, bem como Douglas Carnaval, atleta e treinador de BMX. 

Atualmente Carnaval é treinador da atleta Priscila Stevaux, da categoria Elite Women, que disputa uma vaga para as Olimpíadas do Japão e o catarinense Marcelo Debrassi, piloto de BMX, fisioterapeuta e treinador do piloto brasileiro Lucas Zimmermann A conversa é mediada por Marcos “Fofão” Henrique (foto), atleta de BMX e dirigente da Federação Cearense de Ciclismo.

Na sexta (12), a História e realidade do BMX em Fortaleza nos anos de 1980 e 1990: as origens, os personagens e os causos serão narrados pelos integrantes da roda de conversa com a participação de Rogério “Cego”, praticante Old School de BMX e Edu Lima, praticante de BMX e fotógrafo e Amaudson Ximenes, sociólogo, praticamente e pesquisador do BMX.

O ForCaos 2021  foi contemplado pelo "Edital Festivais Culturais" da Lei Aldir Blanc promovido pela Secretaria da Cultura do  Ceará e é  realização da Jolson Produções Artísticas e Associação Cultural Cearense do Rock. Apoio de divulgação: Agência Grande Fortaleza de Notícias (#AGFN).

Encontro com Mara Monteiro abre Projeto Palavras 2021

Dedicado ao mês da Mulher, o Projeto Palavras brinda o público leitor com as novas vozes femininas da literatura cearense, com apresentações especialmente idealizadas para esta temática e, também, recheada de surpresas musicais, muito cordel, recitais e contações de histórias. 

A coordenação do Projeto continua com uma Programação Online voltada para as Escolas Públicas. Os Agendamentos de Escolas podem ser feitos pelo (85) 98526 120.  Os interessados em acessar a Programação Online podem acessar o Instagram @palavras.projeto  ou o canal da Casa da Prosa no Youtube.

O Projeto Palavras neste mês de março dedica parte de sua programação à contação de histórias, valorizando sempre as várias expressões da literatura e as várias de incentivo à leitura. Nesta quinta (11), a estreia da programação traz a autora Mara Monteiro (foto), compartilhando sua experiência como escritora e contadora de histórias.

Mara Monteiro é autora dos livros “Elora”, “O Jangadeiro e o Mar”, “O Sonho de Luís”, “Em um Quarto Perto da Lua” e “A Filha das Águas”. É sócia fundadora da ONG Casa do Conto, Turismóloga, storyteller e contadora de histórias. É também autora do workshop e palestra - Leitura e Contação de Histórias, da Gestação aos Cinco anos – bem como do workshop: Storytelling na Arte da Comunicação. Além de ministrante de oficinas pela Secretaria de Educação do Estado do Ceará.

Na terça (16) é a vez da cordelista Julie Oliveira narrar sua trajetória como autora, editora, premiada em programas de educação com várias obras. Além de cordelista, pedagoga, produtora cultural e editora, fundou a Ganesha Edições e Produções Culturais e o Coletivo e Selo Editorial “Cordel de Mulher”.

A apresentação será um recital poético-musical com os cordelistas Julie Oliveira e o músico Patrick Lima. Além das convencionais declamações de cordéis, o momento será embalado por timbres de viola tradicional, aliados também a alguns recursos sonoros digitais mais modernos. No repertório, além dos cordéis autorais, haverá também poemas de outros cordelistas cearenses homenageados.

Julie Oliveira possui 10 livros editados, premiados e distribuídos nacionalmente em programas de educação. Como agente e publisher, possui consolidada trajetória, tendo editado e co editado cerca de 100 títulos, dentre eles o primeiro livro do global Bráulio Bessa intitulado "Poesia com Rapadura", obra esta considerada um best-seller com mais de 100 mil exemplares vendidos.

Na quarta (17), a atriz, professora e contadora de histórias Soraia Falcão se apresenta no Projeto Palavras, trazendo a mescla da Arte Dramática, a Música e a Cultura Popular retomando a importância da oralidade na difusão literária. Fundadora do Grupo Recontar, em 2008, atua com sessões de Contação de Histórias Teatralizas, onde as velhas brincadeiras de roda, o trava-línguas e o uso de brinquedos populares são utilizados como elementos complementares para as narrativas, fazendo-se necessário a utilização da música e da dramatização no enriquecimento da compreensão da leitura, não esquecendo de utilizar o livro como veículo principal.

O “Grupo Recontar” tem a proposta de levar ao público a magia da Contação de Histórias, entrando no universo do lúdico e da imaginação através de Histórias, Estórias, Contos, Músicas, Mamulengos, Fantoches, Trava-Línguas, Brincadeiras da Cultura Popular que figuram no Cenário Artístico como elementos complementares. Inspirados na Cultura Popular Brasileira, mescla a Literatura e Arte com a finalidade de divulgação, conhecimento e inserção da leitura e da Cultura no Cotidiano.

Durante o Projeto Palavras, alguns dos autores irão visitar, virtualmente, as Escolas de Caucaia e São Gonçalo do Amarante. Nas quintas-feiras, às 19 horas, na primeira quinzena do mês, haverá sempre um encontro virtual com escritor aberto ao público.

O Projeto - O Projeto Palavras é dos mesmos produtores do Baú de Leitura e da Feira da Literatura Infantil de Fortaleza, o escritor Almir Mota e a contadora de Histórias e terapeuta Júlia Barros, e tudo começou em 2002 e o grupo de narradores da Casa da Conto.

O Palavras pretende beneficiar não somente estudantes da Rede Pública de Ensino e universitários de várias instituições mas, também, ao público adulto em geral com a oportunidade de conhecer os autores locais.

Alô Fortaleza desta quarta

Confira o Alô Fortaleza desta quarta-feira (10) na Rádio Assunção Cearense AM 620:




Museu da Fotografia de Fortaleza comemora 8 anos

Já são oito anos desde a inauguração do Museu da Fotografia Fortaleza (MFF), em 10/3/2017. O espaço foi criado com a missão de democratizar ...