O Partido Comunista do Brasil lamenta profundamente o falecimento de Waldemar Borges, deputado estadual pelo PSB de Pernambuco e esposo da ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação e presidente nacional licenciada do PCdoB, Luciana Santos. Wal, como era carinhosamente chamado por todos, dedicou sua vida à defesa da democracia, da Justiça e de uma vida digna para o povo pernambucano.
Waldemar partiu na tarde deste sábado (04/07), aos 67 anos, após lutar bravamente contra um câncer.
Nascido em 10 de julho de 1958, Wal era um dos políticos mais respeitados de seu estado. Sua trajetória como homem público foi marcada pela coerência, correção, firmeza, compromisso social e, acima de tudo, por uma imensa capacidade de diálogo. Seus quase 40 anos de trajetória pública, dos quais 32 exercendo mandatos conferidos pelo povo, foram desempenhados com reconhecida decência, consolidando-o como um dos melhores representantes da boa política — aquela elevada, transformadora e voltada para a coletividade.
Manifestamos nossa mais irrestrita solidariedade à Luciana e aos filhos Walzinho, Mariana e Luana.
Dor é algo que não se mede. Uma perda jamais pode se comparar a outra. Mas posso dizer que não esperava sentir, na minha vida, uma dor parecida a que senti com a perda do meu pai.
É uma dor lancinante, que parece dilacerar a alma.
Wal foi um companheiro excepcional. Formamos, juntos, uma boa dupla. Sonhamos as mesmas coisas. Me alegrava ver o cuidado com que cultivava o nosso jardim e seu prazer ao contemplar os pássaros, na luta para atraí-los em Gravatá e na alegria de vê-los com tanta facilidade pela janela em Brasília.
Neste processo de seu adoecimento Wal foi um leão. Sempre muito lúcido, buscou organizar tudo, para todo mundo. Uma preocupação com os filhos, com a família, irmãos, pais, comigo, com sua equipe. Uma lucidez que não surpreende quem conviveu com ele.
Sua vida inteira foi dedicada a defender a democracia, a cuidar das causas públicas, a construir formas de melhorar o mundo para todas as pessoas.
E Wal também foi poesia, foi música. Celebrou a vida, as amizades e os amores. Foi a simplicidade que se animava com as crianças da família, tendo sempre um gesto carinhoso e alegre.
A esperança que nos move em tantas causas comuns, também nos alimentou durante os dias. Nós acreditamos numa convivência prolongada com a doença e nos movemos por isso ao longo de todo processo.
Hoje está doendo muito. Sua ausência está torturando minha alma e, todos nós, vamos precisar aprender a viver sem sua presença. Mas, como disse uma carta linda que recebi da minha pequena Luana, nós "vamos enfrentar esse momento juntas, uma segurando a mão da outra".
Wal foi um pai incomparável, o melhor amigo de Walzinho, Mariana e Luana. Foi meu parceiro, meu amor. Ele nos amou com todas as suas forças e nós continuaremos amando ele e honrando sua memória por toda a vida, enquanto o tempo existir.
Luciana.

Comentários
Postar um comentário