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Policlínicas

Com atendimento especializado nas 19 policlínicas regionais do Governo do Estado, as crianças com distúrbios neuropsicomotores como microcefalia, paralisia cerebral, síndrome de Down e bebês prematuros são acolhidas e tratadas na própria região. A rede de atendimento era concentrada na Capital, nos hospitais de referência: Hospital Geral César Cals, Hospital Infantil Albert Sabin, Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar e Hospital Geral de Fortaleza, todos da rede pública estadual. Com a descentralização dos serviços, os bebês diagnosticados com distúrbios neuropsicomotores têm acesso garantido nos Núcleos de Estimulação Precoce já implantados em 17 policlínicas regionais. Atualmente, 294 crianças são atendidas nos núcleos. Com microcefalia, são 73.

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Bryan Gabriel, de sete meses de idade, é uma das 16 crianças que são acompanhadas e fazem tratamento no Núcleo de Estimulação Precoce na policlínica regional em Caucaia. Depois de quatro meses de tratamento, profissionais e família já comemoram a evolução da criança. “Ele hoje está comendo de tudo, frutinhas... Está ótimo na parte da alimentação. Antes, ele era muito irritadiço. Agora, não chora muito, está quase sentando só, acompanha os sons e os movimentos dos objetos. Melhorou muito”, fala Bárbara Moura, fonoaudióloga.

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Andreza Helen Rocha de Araújo, 19, mãe do Bryan, teve zika com cinco meses de grávida. Diagnosticado com microcefalia, ele nasceu com perímetro cefálico medindo 30 centímetros, ficou três dias internado na maternidade, em Fortaleza, e então foi encaminhado para o Hospital Infantil Albert Sabin, onde iniciou o tratamento. Aos nove meses, quando Bryan Gabriel nasceu, ela soube que ele tinha microcefalia. “Chorei demais, mas não tive medo. Os médicos me deram força e disseram que se Deus me deu, é porque sabia que eu tinha capacidade de cuidar dele. Agora eu me sinto melhor”, conta Andreza.

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Com o tratamento no Núcleo de Estimulação Precoce, Bryan tem evoluído bem. Andreza aprendeu a segurá-lo no colo, a fazer atividades de estímulo motor, auditivo e visual em casa para ajudar no desenvolvimento do filho. Há quatro meses, duas vezes na semana, eles saem do Planalto Cauípe para Caucaia e são atendidos na policlínica. “Os médicos dizem que Bryan está bem, está ganhando peso. Bryan fazia acompanhamento no Albert Sabin e agora faz aqui na policlínica. Gostei do serviço, recebem a gente bem. Tenho aprendido muita coisa”, diz a mãe.

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Diagnóstico e atendimento especializado

Para assegurar os cuidados às mulheres grávidas e bebês com microcefalia, na capital, o Governo do Ceará garante atendimento especializado no Hospital Geral César Cals, Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar e Hospital Geral de Fortaleza, além do atendimento para crianças no Hospital Infantil Albert Sabin. Os pacientes são atendidos com consultas e exames de imagem e laboratoriais. Em Fortaleza, na rede pública de saúde do Estado, as gestantes e bebês com microcefalia tem acesso a exames como tomografia computadorizada, ultrassom transfontanelar, ultrassom abdominal e ecocardiograma, sangue, líquor e urina, testes necessários para diagnóstico, com também acompanhamento médico especializado com neurologista, geneticista, infectologista, obstetra e pediatra.

Os bebês com microcefalia atendidos nos hospitais são encaminhados para os serviços de referência locais em estimulação precoce. As terapias acontecem em 17 das 19 policlínicas regionais do Estado.


Estimulação precoce

O atendimento no Núcleo de Estimulação Precoce das policlínicas regionais é feito por uma equipe multidisciplinar, formada por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudióloga e psicóloga. Atualmente, as policlínicas regionais que estão com o serviço implantado e em atendimento são as que estão localizadas em Aracati, Barbalha, Baturité, Brejo Santo, Camocim, Campos Sales, Caucaia, Crateús, Icó, Iguatu, Itapipoca, Limoeiro do Norte, Pacajus, Russas, Sobral, Tauá e Tianguá.

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Para receber o atendimento na policlínica, o paciente precisa ser encaminhado pelo posto de saúde do município ou transferido de uma outra unidade de saúde. Ao chegar na policlínica regional, a criança é atendida pela equipe multidisciplinar do Núcleo de Estimulação Precoce, onde no primeiro dia é avaliada pela fisioterapeuta, fonoaudióloga e terapeuta ocupacional e então, elaborado o plano de tratamento de acordo com o que a criança apresenta. Após a avaliação, a criança passa a ser atendida no mínimo duas vezes por semana, recebendo acompanhamento e a mãe, orientações sobre como estimular o desenvolvimento do filho em casa.

A criação dos Núcleos de Estimulação Precoce nas policlínicas regionais do Estado foi articulada pela primeira-dama do Ceará, Onélia Leite Santana. A iniciativa é uma parceria do Governo do Estado, do Núcleo de Tratamento e Estimulação Precoce (Nutep), programa de extensão da Universidade Federal do Ceará (UFC), e dos municípios.


Mais Infância Ceará

A implantação do Núcleo de Estimulação Precoce nas policlínicas regionais do Governo do Estado é um marco histórico na atenção à saúde da criança, resultado do trabalho da primeira-dama do Estado, Onélia Maria Leite de Santana, idealizadora do Programa Mais Infância Ceará, o programa contempla três pilares: Tempo de Crescer, Tempo de Brincar e Tempo de Aprender. O Núcleo de Estimulação Precoce faz parte do pilar Tempo de Crescer que compreende o desenvolvimento infantil a partir de uma rede de fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, com serviços e formações, que contemplem profissionais, pais e cuidadores.

Os profissionais das policlínicas que trabalham na estimulação precoce foram capacitados pelo Núcleo de Tratamento e Estimulação Precoce (Nutep), através de um convênio feito com a Secretaria da Saúde do Estado. A Sesa investiu R$ 1.157.404,28 no treinamento dos profissionais das policlínicas regionais.

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