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Economia em 2015

A Economia Brasileira crescerá 1% em 2015, acima do 0,3% projetado para este ano. A indústria, que deve fechar 2014 com uma retração de 1,5%, terá uma expansão de 1%. As previsões estão no Informe Conjuntural - Economia Brasileira, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). "A nossa expectativa é que a indústria e o país cresçam um pouco no próximo ano e ganhem competitividade", disse o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. Segundo ele, o aumento da competitividade depende, entre outras coisas, da revisão do sistema tributário, da modernização das leis trabalhistas, da redução da burocracia e dos investimentos em infraestrutura.
O gerente executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, acrescentou que o Brasil teve um ano difícil em 2014 e que haverá dificuldades na travessia de 2015. Mas as perspectivas são de que haja uma melhora na economia. "A recuperação da credibilidade da política econômica, em especial no cumprimento da meta fiscal, assim como o realinhamento dos preços e da taxa de câmbio, restabelecerão os sinais de mercado necessários para a melhora da confiança dos agentes produtivos. Com isso, projetamos a retomada da produção da indústria e do investimento na segunda metade do ano", diz a edição especial do Informe Conjuntural.
Na avaliação da CNI, o aumento dos juros e os efeitos do ajuste fiscal frearão o consumo e os investimentos. A expectativa é que o consumo das famílias cresça apenas 0,7% em 2015, metade do previsto para 2014. Depois da queda estimada em 6,7% neste ano, os investimentos ficarão estagnados.
O estudo também projeta a queda do valor das exportações, por causa da redução dos preços internacionais, sobretudo das commodities. "A tendência é que a queda nos preços supere o aumento do volume exportado e, com isso, as exportações recuem 2% em 2015, para US$ 219,5 bilhões. As importações somarão US$ 212 bilhões, valor 7% inferior ao de 2014. Com isso, o saldo comercial será positivo em US$ 7,5 bilhões. 
JUROS E CÂMBIO - O estudo assinala que o foco da política econômica no próximo ano será a recuperação dos fundamentos e da estabilidade. A estimativa é que o governo alcance a meta de superávit primário de 1,2%, por meio do controle de gastos e da recomposição das receitas com o fim de algumas desonerações tributárias. Com isso, o déficit nominal deve cair de 5,4% para 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB). A dívida líquida será equivalente a 37,6% do PIB.
Os juros continuarão em alta e fecharão 2015 na casa dos 12,5% ao ano, acima dos 11,75% de 2014. A inflação ficará em 6,2%, quase no limite superior da meta, mas abaixo dos 6,4% estimados para 2014. Além disso, a CNI avalia que a tendência de desvalorização do real em relação ao dólar se manterá. A cotação do dólar em dezembro de 2015 será de R$ 2,70, com média de R$ 2,60 no ano.
ESTRATÉGIA DE CRESCIMENTO - Segundo o estudo, depois do desempenho frustrante da economia em 2014, o Brasil tem dois desafios para enfrentar: restaurar os fundamentos macroeconômicos e aumentar a competitividade. "Não há escolha entre esses dois objetivos. Ambos são cruciais para a retomada do crescimento sustentado", recomenda a CNI.
O restabelecimento dos fundamentos econômicos depende de um ajuste fiscal que permita a geração de superávits consistentes e o controle da dívida pública. É preciso quebrar as estimativas inflacionárias e atingir as metas de inflação, reequilibrar as contas externas e recuperar a competitividade dos produtos brasileiros.
Além disso, a CNI destaca que o aumento da competitividade depende da recuperação da confiança dos agentes econômicos, do aumento da taxa de investimento, da redução dos custos de produção e da criação de um ambiente mais favorável aos negócios, com regulação de qualidade e segurança jurídica. Passa, ainda, pela retomada da reforma tributária, com a simplificação dos impostos, a desburocratização, a criação de mecanismos de financiamento de longo prazo, a modernização das relações de trabalho e a redução dos custos dos investimentos.

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