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21ª Feira da Música Fortaleza


Em sua 21ª edição, a Feira da Música reafirmou Fortaleza como um dos principais pontos de encontro da cadeia produtiva da música brasileira. Realizada de quarta (13) a sábado (16/maio/2026), a Programação reuniu artistas, produtores, curadores, gestores culturais, empresários, pesquisadores e profissionais do Mercado em uma intensa agenda de debates, shows, encontros e atividades formativas.
O diretor-geral da Feira, Ivan Ferraro, destacou que Fortaleza atravessa um momento importante para a música e que o tema desta edição, “O tempo da Música”, dialoga diretamente com esse cenário. “A cidade vive uma efervescência criativa, com muitos talentos e uma grande capacidade de inovação, fatores essenciais para o fortalecimento do mercado musical. Com a Feira e a presença de profissionais tão relevantes, ampliamos conexões e construímos estratégias que podem gerar transformações significativas para a música”, afirma.
Marcaram presença nomes de destaque, entre eles, o produtor Lencinho trouxe à Feira sua experiência ligada ao Circo Voador, no Rio de Janeiro, uma das casas de shows mais emblemáticas da música brasileira. Também integrou a programação Ana Canedo, produtora cultural, pesquisadora e articuladora da economia da cultura. Sócia do Shiva alt-bar, em Goiânia.
Referência em gestão artística e inovação da música, Monique Dardenne, também marcou presença na Feira da Música em Fortaleza. A gestora passou por projetos como Boiler Room Brasil, Skol Music e Centro Cultural São Paulo, além de ser co-fundadora do Women’s Music Event (WME), plataforma voltada ao protagonismo feminino na indústria musical brasileira.
A Região Norte também foi representada com a presença de Gerson Dias, produtor cultural, e um dos criadores do Festival Psica, em Belém. De Goiânia, Thiago Faria compartilhou sua experiência na direção criativa e gestão cultural do Shiva alt-bar. Em seu portfólio reúne produção de eventos, comunicação visual e fortalecimento da cena independente por meio de redes colaborativas culturais.
Representando o Sul do país, Kamila Souza e Adriano Saito, ambos atuantes no Festival Saravá, em Florianópolis, hoje uma das principais referências de música independente da região sul. Ela também integra a diretoria da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin). Já ele é fundador e diretor geral do evento.
Já Ana Morena levou à Feira sua experiência como produtora cultural, musicista e idealizadora do DoSol Combo Cultural, um dos projetos mais importantes da música independente nordestina.
O Festival Saravá também esteve representado por Adriano Saito, fundador e diretor geral do evento. Com atuação em gestão cultural e produção executiva, Adriano desenvolve projetos voltados à circulação artística e à profissionalização do setor musical.
No campo da pesquisa e da formação, a Feira recebeu Dani Ribas, doutora em Sociologia pela Unicamp e uma das principais especialistas brasileiras em music business e indústria criativa. Ela é coordenadora do Instituto Abramus e consultora da Abramus.
Outro nome de destaque foi Flávio de Abreu, diretor da Scubidu Music e presidente da BM&A — o Bureau Export da Música Brasileira. Experiente em circulação internacional de artistas, Flávio já coordenou mais de cem turnês internacionais e atuou diretamente na expansão da música brasileira no exterior. Também marcou presença a cantora, produtora e ativista cultural, Luciana Simões, que trouxe sua experiência à frente do Festival BR-135, em São Luís.
A relação entre tecnologia, experiência do público e grandes eventos foi abordada por Karla Megda, executiva da Sympla especializada em ticketing, customer experience e estratégias de crescimento para eventos culturais e corporativos.
Uma das figuras mais respeitadas da música brasileira, Pena Schmidt também integrou a Feira. O consultor, curador e produtor, teve papel fundamental na história da música independente nacional, com passagens pela Trama Discos, Auditório Ibirapuera e Centro Cultural São Paulo, além de décadas de atuação na gestão cultural e na produção musical.
O jornalista, músico e gestor cultural Edson Natale trouxe sua trajetória ligada ao Itaú Cultural, Auditório Ibirapuera e à Casa Museu Ema Klabin. A programação contou ainda com Sylvia Süssekind, jornalista musical e estrategista de marketing reconhecida pela atuação em comunicação e desenvolvimento de carreiras artísticas. Fundadora da Collapse Agency e da KIND Comunicação, ela também já foi indicada ao prêmio de Jornalista Musical do Ano pelo Women’s Music Event & Billboard.
O circuito de festivais brasileiros esteve representado por Antonio Gutierrez, do tradicional Festival Rec-Beat, um dos eventos mais importantes da cena alternativa do país. A discussão sobre música digital e mercado fonográfico ganhou força com a participação de Felippe Llerena, pioneiro da distribuição digital de música na América Latina e atual presidente da Associação Brasileira da Música Independente (ABMI). Ao lado dele, Talita Cordeiro apresentou reflexões sobre gestão de direitos autorais, licenciamento e estratégias para o fortalecimento de selos independentes.
Também integrou a programação Ramón Suárez, fundador da Vila do Porto, espaço cultural referência na cena independente da Paraíba e responsável pelo Festival Alumiô, iniciativa voltada à revitalização cultural no pós-pandemia.
Do Ceará, João Wilson Damasceno representou a Iracema Sounds e o Instituto Cultural Iracema, organizações fundamentais para o fortalecimento da cena musical cearense e para a consolidação da Praia de Iracema como polo criativo e cultural. A cantora Vannick Belchior (foto), filha do compositor Belchior, também marcou presença. Vannick vem construindo sua própria trajetória artística desde 2021, aproximando novas gerações do legado da música brasileira.
O debate jurídico sobre música e entretenimento contou com Bernardo Pereira, advogado especializado em mercado fonográfico e direito autoral. Com experiência ligada à gravadora 30PRAUM, Bernardo participou da estruturação jurídica de carreiras de artistas como Matuê, Teto e Wiu. A área jurídica cultural também contou com Cecília Rabelo, advogada e pesquisadora reconhecida nacionalmente pela atuação em direitos culturais, políticas públicas e propriedade intelectual.
A programação também reuniu importantes nomes ligados à comunicação, ativismo cultural e redes colaborativas, como Pablo Capilé, fundador do Fora do Eixo e da Mídia NINJA; Dríade Aguiar, cofundadora da Mídia NINJA e articuladora de projetos ligados à comunicação e direitos humanos; e Talles Lopes, um dos criadores do Circuito Mineiro de Festivais e ex-presidente da Abrafin.
O Mercado Autoral e Editorial esteve representado por Neto Sales, especialista em gestão de carreiras e direitos autorais, responsável pelo desenvolvimento de artistas e compositores. Já Vida Walkíria levou à Feira sua experiência em comunicação digital, mídia online e estratégias de tráfego pago para artistas, selos e projetos culturais.
O universo do streaming e do desenvolvimento artístico ganhou espaço com Axel Bruno, profissional da Sua Música Digital responsável pelo acompanhamento estratégico de carreiras e lançamentos de artistas em ascensão no mercado brasileiro.
Tmbém participaram da programação Irlana Cassini, do Circuito Mineiro de Festivais, e Felipe Altenfelder, da SOM.VC, ampliando os debates sobre circulação musical, festivais independentes, sustentabilidade de carreiras e novas possibilidades de negócios para a música brasileira. Representando instituições culturais do Ceará, Camila Rodrigues participou da programação vinculada ao Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.
A Feira da Música é um festival correalizado pela Associação dos Produtores de Cultura do Ceará (Prodisc), com recursos do Ministério da Cultura (MinC), via Política Nacional Aldir Blanc (Lei Federal 14.399 de julho de 2022), e pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Cultura (Secultfor), via Teatro São José, em parceria com o Instituto Cultural Iracema, via Centro Cultural Belchior. Conta com apoio do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult Ceará), via Hub Cultural Porto Dragão e Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, e tem parceria com o Instituto Dragão do Mar. Com patrocínio Caixa. Filiado à Abrafin e Aface, também é apoiado pela Mídia Ninja, Plataforma SOM e ABMI.
21ª FEIRA DA MÚSICA
Tema: O Tempo da Música
13 a 16 de maio de 2026 | Fortaleza – CE
Locais: Dragão do Mar, Teatro São José, Centro Cultural Belchior, Caixa Cultural, Favelab e Comunidade do Poço da Draga
Mais informações: @feiradamusicace

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