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Empresariado otimista

O empresariado brasileiro que atua nos ramos do comércio e serviços está um pouco mais otimista para realizar investimentos neste fim de ano. Dados apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que entre setembro de 2017 e setembro do ano passado, passou de 19% para 27% o percentual de micro e pequenos empresários que têm a intenção de realizar algum investimento nos próximos três meses. Os dados deste ano também superam o observado no mesmo período de 2015, quando estava em 24%. Os que não vão realizar investimentos somam 66% da amostra e 6% não sabem se pretendem investir ou não.

Na escala, o Indicador de Demanda por Investimento ficou em 28,1 pontos em setembro deste ano. No mesmo mês do ano passado, ele se encontrava em 24,1 pontos e em agosto de 2017 estava em 25,7 pontos. Pela metodologia, quanto mais próximo de 100, maior a propensão para o investimento. Quanto mais próximo de zero, menor a propensão.
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Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a sondagem indica que ainda não há intenção significativa de investimento por parte dos empresários de micro e pequenos negócios, mas que a retomada lenta e gradual da economia tem refletido em uma melhora tímida desses números. “A partir do momento em que observarmos quedas reais dos juros e um ambiente econômico mais estável, haverá certamente um estímulo maior ao investimento. Infelizmente, o ritmo de melhora da confiança ainda é muito sutil, mas esse é mais um dos sinais que mostram que os setores do comércio e serviços vislumbram um fim de ano com vendas melhores e movimento mais aquecido”, afirma Pinheiro.

Com a proximidade das festas de fim de ano, 45% dos que pretendem investir miram o aumento das vendas

O indicador ainda revela que aumentar as vendas é o principal motivo para esses empresários realizarem investimentos, mencionada por 45% de entrevistados. Em seguida, aparecem a necessidade de atender ao aumento recente da demanda em seus estabelecimentos (20%) e a adaptação da empresa a uma nova tecnologia (19%).

Por outro lado, considerando os motivos para não investir estão a ausência de necessidade, citada por 47%, enquanto 25% mencionam os efeitos negativos da crise e 12% declaram estar aguardando o retorno de um investimento realizado recentemente.

Como a maior parte dos empresários que pretendem investir têm a motivação de vender mais, a ampliação dos estoques é o principal tipo de investimento a ser realizado nesse período de fim de ano, escolha de 33% da amostra. Outras formas de preparo são na área de divulgação, como mídia e propaganda (23%), reforma das instalações da empresa (23%), compra de equipamentos e maquinário (20%) e ampliação de portfólio (14%).

A sondagem também mostra que, entre aqueles empresários que planejam investir, a maior parte irá recorrer ao capital próprio guardado na forma de aplicações ou investimentos (54%) ou resultante da venda de algum bem (16%). Há ainda 11% que mencionam o empréstimo em bancos e financeiras.  Quando questionados do motivo de utilizar capital próprio para investir no negócio, a maioria destes empresários justificou com o fato dos juros bancários serem muito altos (60%).


Apenas 7% dos micro e pequenos empresários pretendem tomar crédito nos próximos três meses; juros altos pesam para 40% dos entrevistados

Em linha com a constatação de que a maior parte dos empresários vai investir com capital próprio, o Indicador de Demanda por Crédito não apresentou crescimento no último mês de setembro. Na escala do indicador que varia de zero a 100, houve uma pequena variação negativa, passando de 12,0 para 10,4 pontos entre setembro deste ano com setembro do ano passado. Em agosto de 2017, o indicador se encontrava em 10,8 pontos. Quanto mais próximo de 100, maior o apetite para tomada de crédito nos próximos três meses; quanto mais distante, menor é o apetite.
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Em termos percentuais, apenas 7% dos micro e pequenos empresários dos ramos do comércio e serviços manifestaram a intenção tomar recursos emprestados de terceiros nos próximos três meses. O percentual é o mesmo que o verificado em setembro do ano passado. Os que não pretendem tomar crédito somam 87% dos empresários consultados. Entre os que manifestam a intenção de contratar crédito, as principais finalidades são formar capital de giro (31%), adquirir equipamentos (24%) e pagar dívidas (22%).

A maior parte dos micro e pequenos empresários (29%) diz considerar a contratação de crédito algo difícil. Mas há também fatia semelhante que considera fácil (28%). Excesso de burocracia (45%) e juros altos (40%) são os principais motivos entre os que veem dificuldades para tomar recursos financeiros emprestados. A contratação de empréstimo em instituições financeiras é o tipo de crédito mais difícil de ser contratado (23%) na opinião dos entrevistados, seguido dos financiamentos em instituições financeiras (18%) e do crédito junto a fornecedores (10%).

O bom relacionamento com o banco, por outro lado, é a principal razão para quem avalia a contratação como algo fácil, citado por 35%. O fato de estar com as contas em dia também é um fator que influencia na facilitação de crédito, mencionado por 23% dos entrevistados.

“Com planejamento, o crédito pode ser uma via de crescimento para os empresários que têm planos de investir. Políticas que reduzam o custo do crédito e retirem os entraves para contratação, sem aumentar o risco dos bancos do outro lado, podem abrir oportunidade de expansão dos micro e pequenos empresários brasileiros”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Metodologia

A pesquisa abrange todo o território nacional e considera somente as empresas de micro e pequeno porte que atuam no Varejo e no Setor de Serviços. Seguindo o critério do Anuário do Trabalho Sebrae/Dieese, são consideradas microempresas aquelas com até 9 funcionários e pequenas empresas aquelas com 10 a 49 funcionários. A amostra é constituída de 800.

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