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Machismo

Um ato machista de estudantes de Direito, do Centro Universitário 7 de Setembro, de Fortaleza, é condenado presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), vereadora Larissa Gaspar (PPL). Ela falou na tribuna da Câmara, hoje, sobre o fato de um time de futebol de salão dos estudantes de Direito usar o nome Habeas Pernas num torneio realizado no final de semana no Centro Universitário 7 de Setembro (UNI7).
"É de se lamentar que estudantes de Direito, que estão ali para zelar e defender os nossos direitos, tenham cometido um ato tão machista. E gostaria de parabenizar a Ordem dos Advogados do Brasil - seção Ceará que participou ontem de um ato na UNI7 contra essa cultura machista. A nossa sociedade muitas vezes chega a ser convivente com esse tipo de postura, que acontece cotidianamente. É lamentável que inclusive as mulheres reproduzam essa cultura machista”, disse a vereadora na sessão legislativa de hoje.
Larissa Gaspar repercutiu ainda casos de violência contra a mulher, que foram noticiados nesta semana. “Tivemos o caso do cantor Victor, que virou réu por agredir de forma covarde a sua esposa grávida. O participante de um reality show que foi expulso do programa por cometer violência física e psicológica, e o ator José Meyer, que foi afastado por cometer assédio sexual contra uma colega de trabalho. Esses crimes precisam ser visibilizados, denunciados e punidos, pois são cometidos com base na violência machista que permeia as relações sociais de poder e opressão”, frisou.
“Precisamos construir relações sociais de igualdade e aqui fica meu repúdio a todos os atos de violência contra a mulher. Machistas não passarão”, destacou a parlamentar fortalezense.
Em nota a direção do Centro Universitário 7 de Setembro condenou o ato dos estudantes de Direito.
Eis a integra da nota: 
"Habeas Respeito. Habeas, do latim “ter”. No último sábado (08/04/2017), em um campeonato de futebol organizado pelo Centro Acadêmico Agerson Tabosa (CAAT), participaram três times com nomes e símbolos ofensivos e machistas. O CAAT é a entidade representativa dos estudantes do curso de Direito. A UNI7 incentiva a participação autônoma dos alunos nos centros acadêmicos, ao mesmo tempo em que repudia qualquer ato de desrespeito e preconceito. A UNI7 tem compromisso com um ambiente ético e entende que a abertura para pluralidade de ideias não deve se confundir com espaço de ações discriminatórias ou misóginas. Diante dos fatos e após ouvir o CAAT, a UNI7 iniciou os procedimentos acadêmicos previstos em seu regimento interno. A Instituição valoriza as manifestações dos alunos no debate sobre a questão do respeito nas Relações Sociais. A mediação de conflitos como o atual, por meio do diálogo envolvendo toda a comunidade acadêmica, é central ao trabalho da UNI7 na construção de um mundo mais justo e respeitoso por meio da Educação".
Também em nota, a direção do Centro Acadêmico de Direito tentou explicar o ato dos estudantes de Direito:
"Habeas Pernas, apenas o nome, de forma razoável, pode ser entendido como um trocadilho com a prática futebolística de driblar ou, em outras palavras, passar a bola entre as pernas do adversário”, diz a nota.
Os dirigentes do Centro Acadêmico disseram que solicitaram aos integrantes do time que o símbolo da equipe fosse coberto durante as partidas. "O que teria sido aceito. No entanto, as fitas adesivas usadas para cobrir o escudo desprenderam-se dos uniformes durante as partidas e não foram repostas em razão do tardar da noite e da natureza sucessiva dos jogos”, destaca a nota do Centro Acadêmico.
“Ainda que toda a situação deva ser discutida de forma pública e razoável, mostrou-se impossível, no dia do evento, alguma posição do CAAT de forma mais incisiva, uma vez que, para tal, mostra-se necessária uma apuração séria de todos os fatos, o que, por sua vez, precisa de tempo. Se tomássemos alguma medida mais séria sem qualquer deliberação apurada e sem previsão no regulamento, seria um demonstrativo de inconsequência, o que não condiz com a atuação de um CAAT sério”.
A nota encerra afirmando quer "a exclusão da equipe do campeonato, como exigida pelos manifestantes, não combinaria com a 'promoção do companheirismo e descontração' buscada pela competição. A exclusão também acarretaria, no cancelamento do evento". O CAAT promete que a partir da próxima edição do torneio, o regulamento impedirá “qualquer forma de manifestação machista ou que incite violência de qualquer natureza”. Também promete que será realizada uma reunião geral pública para debater o tema.

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