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CPI da Coelce

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Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Coelce na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) não acompanhou recesso da Casa e segue apurando denúncias de irregularidades no fornecimento de energia. De acordo com o presidente da CPI, o vereador Deodato Ramalho (PT), a empresa pode estar disponibilizando às casas dos cearenses voltagem inferior à padrão de Fortaleza, de 220 volts.
Segundo Deodato, a ação ocasiona, além de danos a equipamentos eletrônicos, o encarecimento das contas de energia. “Uma potência chegando menor significa má prestação de serviço”, diz.
Para apurar as denúncias, a comissão terá o apoio de técnicos do Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec), que se reuniram ontem com os vereadores do colegiado. Além deles, a CPI ouviu dois engenheiros especialistas na área e que trabalharam na empresa, afirma Deodato Ramalho.
A intenção é analisar laudo técnico enviado pela Coelce sobre os serviços prestados para, depois, visitar equipamentos da empresa para checar as informações.
Pelo calendário da CPI, essa primeira visita à Coelce deveria ter acontecido ontem, mas foi adiada para janeiro. A data ainda será definida pelo grupo, assim como a ida dos vereadores da Comissão à termelétrica do Pecém, para examinar seu funcionamento.
Após as visitas e análise final do laudo, representantes da Coelce serão convocados para prestar depoimento. As audiências podem acontecer ainda em janeiro.
Por meio de nota, a Coelce informou que “os níveis de tensão em sua rede de distribuição de energia estão de acordo” com o que é determinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). De acordo com a empresa, “o nível de tensão adequado para o consumidor residencial varia de 202 a 231 volts”.
CPI da Coelce
A CPI é formada por cinco vereadores, dos quais apenas um não compareceu ao encontro de ontem, por motivos de saúde, que foi Eulógio Neto (PSC). Os outros são Joaquim Rocha (PV), relator da Comissão e Luciram Girão (PMDB). A próxima reunião está agendada para o dia 11 de janeiro. 
No início deste mês, o vereador Robert Burns (PTC), integrante da CPI, propôs Projeto de Decreto Legislativo para convocar plebiscito popular para decidir fim da concessão de distribuição de energia pela Coelce. A proposta ainda tramita na Casa.

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