- Morre aos 84 anos, em Fortaleza, o multiarista Zé Tarcísio (foto).
- Radialista Deugiolino Lucas: Sinto informar caríssimos amigos do FACE, Imprensa, Classe Teatral, Membros da Academia Cearense de Letras, RÁDIO CEARÁ FM 87.1, TVC Canal 5 e membros da Academia Cearense de Teatro - Estamos todos de luto com o falecimento do nosso querido e amado, ZÉ TARCÍSIO (foto), aios 84 anos. Zé Tarcísio foi uma figura plural como pintor, artista intermídia, escultor, cenógrafo, gravador, figurinista, enfim ZÉ TARCÍSIO, deixou um legado de muitas histórias, um modelo de virtude, Etica e Estética como indivíduo e cidadão. E mais do que isso, vai deixar uma saudade imensa pela sua grandiosidade em saber oferecer palavras e um roteiro de muitos significados e significantes......
- Artista fortalezense nascido em 1941, Zé Tarcísio destacou-se a partir dos anos 1970 com obras, que transitam entrePpintura, Objetos e Instalações, sempre em diálogo com Memória e Cultura.
- Em cartaz até 8/2/2026, na Caixa Cultural de Fortaleza, a Exposição Zé Tarcísio-.6585.
- Colunista Salete Araújo: Faleceu nesta sexta-feira (9), aos 84 anos, o artista cearense Zé Tarcísio, que estava internado no Hospital de Messejana, em Fortaleza. A notícia entristece, mas sua trajetória deixa um rastro de luz, beleza e inspiração que seguirá vivo por muitas gerações. Nascido em Fortaleza, em 1941, Zé Tarcísio iniciou sua caminhada na arte aos 19 anos. Na década de 1970, após estudos no Rio de Janeiro, conquistou projeção nacional e internacional, com participações marcantes na Bienal de Paris e no Salão Nacional de Arte Moderna. Sua obra foi sempre sinônimo de experimentação e sensibilidade, dialogando com temas profundos como Memória, Identidade, Cultura e Natureza — uma produção que tocava não apenas os olhos, mas também a alma. Como uma bonita coincidência do destino, sua trajetória está sendo celebrada na exposição “Zé Tarcísio – 6585”, em cartaz desde 13 de dezembro na Caixa Cultural Fortaleza, com visitação até março. Uma oportunidade de reverenciar, em vida simbólica, tudo o que ele construiu".
- filipenino: Conheci Zé Tarcísio há quase dez anos. Na época, ele era curador de uma mostra de arte naïf do Sesc, e eu estava lá para entrevista-lo institucionalmente. Embora não conhecesse exatamente a obra dele, sabia do nome, sabia do peso de estar entrevistando uma sumidade da arte cearense. E ele parecia não estar nem aí para tudo isso. Roupas simples, o odor da rua, nada parecido com o que se imagina de um artista - mesmo as fotos mais recentes, em que ele vestia cortes elegantes. A genialidade dele, para mim, estava ali. Na simplicidade. A conversa foi bem longa, e pouco falamos da exposição, na verdade. Conversamos sobre outras coisas: arte em geral, a vida e outros assuntos que tanto não me lembro quando não são publicáveis. Mas recordo que tirei essa foto que ilustra este post e mandei a um amigo mais inteirado da cena cultural, que respondeu com “esse cara é fera, man”. Ele era mesmo. Descanse em paz, mestre".


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